Walber Costa – O Abismo Entre Nós (O Rico E O Lázaro) (Letra & Video)

O Abismo Entre Nós (O Rico E O Lázaro) – Walber Costa Letra

Vestido em púrpura, o linho a brilhar

Banquete servido, o Sol a girar

O vinho nas taças, o riso, o esplendor

Esquecido do mundo, do frio e da dor

Mas no portão, onde o dia se esconde

Um homem em chagas, um grito sem nome

Migalhas caíam, o resto do pão

Lázaro estende a palma da mão

Os cães vinham perto, o toque da fera

Na porta do rico, a vida desespera

O tempo passou, o sino tocou

O fim do banquete, o silêncio chegou

Entre a glória e o pó, o caminho traçado

Onde o orgulho dorme e o pobre é amado

O abismo é profundo, o abismo é real

E o eco da escolha soa no final!

Do outro lado da chama, o olhar que levanta

Vê longe o conforto, o abraço que canta

Por favor, tem piedade! Uma gota, um frescor!

A língua me queima, eu morro de dor!

Mas a voz ecoou, como pedra no chão

Lembra-te, filho, da tua ostentação

Ele teve a miséria, tu tiveste o prazer

Agora o consolo é o que ele vai ter

Um grande abismo, um vão, uma fronteira

Não há quem atravesse, não há quem maneire

O destino está posto, a sorte está lançada

Não há mais retorno, não há mais jornada

Pai, rogo agora, por meus cinco irmãos!

Que alguém vá lá fora, estenda as mãos!

Que um morto retorne, que a vida desperte

Pra que eles não venham pro que me converte!

Eles têm os profetas, têm a lei na mão

Se não ouvem a voz, não terão redenção

Se a morte voltar e o sinal não for visto

A alma é surda

Ao grito do mito

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