Walber Costa – A Raposa E O Lenhador (Letra & Video)

A Raposa E O Lenhador – Walber Costa Letra

Seis da manhã, o machado já cantava

O suor no rosto, e a lenha ele cortava

Em casa um tesouro, um filho no berço a dormir

E uma raposa mansa pra do menino cuidar e sorrir

Eram mais que amigos, era pura lealdade

Um laço invisível, uma amizade de verdade

Mas pela rua a vizinhança só sabia falar

O bicho é selvagem, não dá pra confiar!

A fome desperta o instinto animal

Abra os olhos, lenhador, isso vai acabar mal!

Ele ria e dizia: Isso é grande bobagem

Mas o veneno da dúvida esconde a sua imagem

A voz de fora tenta destruir o que é nosso!

Semeia o medo até no terreno mais rochoso!

Se você confia, não deixe o mundo te virar

Quem escuta o barulho de fora, esquece de amar!

Um dia o cansaço cobrou o seu preço

A mente exausta, beirando o avesso

Voltou pro seu lar, o silêncio cortante

A raposa na porta, num sorriso ofegante

Mas a boca manchada, um vermelho tão vivo

O sangue no pelo, o pavor instintivo!

O lenhador suou frio, não pensou, não gritou

A cegueira do medo, o machado levantou

O golpe foi cego, a amiga caiu

A promessa quebrou, a razão se partiu

Correu para o quarto, o peito a rasgar

O filho dormindo, tão calmo a sonhar

Mas logo ali perto, o perigo real

Uma peçonhenta serpente, o fim do mal

A raposa lutou, a raposa salvou

E o homem chorou pelo que não enxergou

A voz de fora tentou destruir o que é nosso!

Semeou o medo até no terreno mais rochoso!

Ele traiu sua intuição e deixou o mundo virar

Tomou a decisão sem pensar, e agora é só lamentar!

Enterrou o machado, junto com a amiga

Debaixo da terra, a culpa castiga

Siga o seu caminho, não mude a direção

Não deixe que o outro escreva a sua canção

Não haja com a pressa de uma falsa razão

Nunca perca a bússola do seu coração

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