Jantar de plástico – Aeriuch Paroles
(Verso 1)
A luz amarela pisca, o prato começa a girar
Você me programou para dois minutos aguentar
A pele esquenta, mas o centro continua frio
Nessa cozinha vintage, beirando o vazio
Sopinha em pó, o jantar de isopor
Você me consome, mas odeia o sabor
( Pré-refrão )
O cronômetro desce: 3, 2, 1
Meu gosto de ferrugem não agrada qualquer um
O alarme grita, mas você nem vem olhar
Acho que a bandeja vai queimar…
( Refrão )
Não aperta o meu botão!
Não me deixa na espera!
Eu não sou a sua sobra do fim da primavera!
Você quer tudo pra ontem, mastiga e cospe no chão
Mas o meu peito não vem com manual de instrução
Curto-circuito na mente
Eu não sou intermitente
( Verso 2 )
Colher de metal esquecida no prato
Faísca, fumaça, um circo barato
O ketchup sorri no rosto que derreteu
E você se pergunta onde foi que se perdeu?
Comendo ilusão na luz da geladeira
Sua vida é um lanche de segunda-feira
( Pré-refrão )
E o cronômetro desce: 3, 2, 1
Meu gosto de ferrugem não agrada qualquer um
O alarme grita, mas você nem vem olhar
Eu sei que a bandeja vai queimar…
( Refrão )
Não aperta o meu botão!
Não me deixa na espera!
Eu não sou a sua sobra do fim da primavera!
Você quer tudo pra ontem, mastiga e cospe no chão
Mas o meu peito não vem com manual de instrução
Curto-circuito na mente
Eu não sou intermitente
( Ponte )
Plástico derretendo
Ondas invisíveis me corroendo
Eu sou só um lanche pra sua madrugada
Uma ideia embalada e mal assada
Micro-ondas da alma
Radiação!
Tira da tomada!
( Refrão )
Não aperta o meu botão!
Não me deixa na espera!
Eu não sou a sua sobra do fim da primavera!
( Outro )
Meu clima não!
Mastiga e cospe no chão
Mas sopinha em pó…
Fumaça na sala
Álbum COISAS — Jantar de plástico, de Aeriuch (composição: Aeriuch), lançado July 10, 2026, satiriza consumo e alienação em tom pop alternativo.











