Cidinha de Almeida – Cruz Na Estrada (Letra & Video)

Cruz Na Estrada – Cidinha de Almeida Letra

Caminheiros que passam na estrada

Seguindo rumo ao sertão

Quando virem a cruz abandonada

Deixem-na em paz e solidão

Não atirem alecrim cheiroso

Nos braços da cruz ao passar

Vão espantar o bando buliçoso

Das borboletas a pousar

É um escravo humilde a dormir

Sua vida foi insônia atroz

Deixem-no no leito de verdura

Que o senhor lhe compôs

Não precisa de ti o gaturamo

Geme por ele ao anoitecer

E a juriti no taquaral

Povoa a solidão a tremer

Entre os braços da cruz a parasita

Num abraço de flores se prendeu

Chora orvalhos a grama que palpita

E o vaga-lume o fogo acendeu

Quando a noite habita as matas

A sepultura fala a sós com Deus

Prende a voz na boca das cascatas

E as asas de ouro lá nos céus

É um escravo humilde a dormir

Sua vida foi insônia atroz

Deixem-no no leito de verdura

Que o senhor lhe compôs

Não precisa de ti o gaturamo

Geme por ele ao anoitecer

E a juriti no taquaral

Povoa a solidão a tremer

Caminheiro o sono começou

Não toques no leito de noivado

Há pouco a libertação

O desposou e é sagrado

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