Quando a Luz Apaga – Murilo Fenerick Letra
Guardo ruídos em quadros sem cor
Imagens vazias que ninguém notou
Promessas jogadas em noites sem sono
Versos antigos que o tempo apagou
Olhos de fora definem meu preço
Em métricas frágeis de pura ilusão
Sorrisos travados disfarçam desprezo
E cortam verdades na contramão
Quando a luz apaga, quem fica de pé?
Entre tantos rostos, quem ainda é?
Talvez seja o espaço entre o som e sentido
Um traço insistente que não foi esquecido
Quando o palco cede e o brilho termina
E a face cansada não quer sustentar
Só o silêncio carrega a rotina
Só a utopia insiste em ficar
Não era derrota, era não reagir
Em telas expostas, deixei de me ver
Fui quase tudo sem nunca existir
Um som abafado tentando crescer
Quando a luz apaga, quem fica de pé?
Entre tantos rostos, quem ainda é?
Talvez seja o espaço entre o som e sentido
Um traço insistente que não foi esquecido
Quando a luz apaga, eu vejo melhor
Na falha da imagem, se expõe o pior
Se o fim me chama, eu deixo falar
Viro reticência pra continuar
O fim não me leva, só faz revelar
Quem nunca esteve não vai ficar