Astrikos Katoikos – Sentença de Posse (Letra & Video)

Sentença de Posse – Astrikos Katoikos Letra

O agrimensor mediu a terra com fita de aço

Ignorou que as cidades são cascas finas no espaço

As ciperáceas cavam o chão da garagem vazia

Um satélite abandonado capta a nossa agonia

Disseram que o progresso era um muro bem alto

Mas há um Deus ancestral aguardando embaixo do asfalto

Laroyê na órbita de Saturno!

O universo é um terreiro noturno!

Quebre a flauta, pisoteie o papel

Não há diferença entre a lama e o céu

Sete moscas revisam o código de barras

Mutucas afinam velhas guitarras

Nas glumas do trigo dorme um monstro esquecido

Que roubou a gravitação e o tempo perdido

O tabelião assina a nossa sentença de posse

O solo abssorve o homem com uma leve tosse

Quem é que conta os passos do caminhante?

Quem é que vê o monstro e o diamante?

Eu não sou o nome impresso no RG

Não sou o olho, sou o ato de ver

Sem ontem, sem hoje, sem fuga ou chegada

A Consciência assiste a Terra desintegrada

Laroyê na órbita de Saturno!

O universo é um terreiro noturno!

Quebre a flauta, pisotêie o papel

Não há diferença entre a lama e o céu!

Nada naceu do tijolo

Mas milhões morrem no morro

O que sou… Sempre será

E o demiurgo disso tudo

Finalmente acordará

Essa música foi criada com acaso

Jogando frases e avaliando o resultado

Por que gerar desordem é tão difícil

Mesmo tendo essa intenção como ofício?

Libertem os oprimidos!

Oprimam os opressores

Nesse vai e vem de personagens

Seremos realmente os libertadores?

Laroyê na órbita de Saturno!

O universo é um terreiro noturno!

Quebre a flauta, pisotêie o papel

Não há diferença entre a lama e o céu!

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