Cidinha de Almeida – Pátria Jamais Esquecida (Letra & Video)

Pátria Jamais Esquecida – Cidinha de Almeida Letra

Lá onde o mar beija o rio e descansa

Numa rede de estrelas, à luz do luar

Ficou o sorriso de uma criança

Que o tempo insiste em desbotar

O vento que sopra das bandas do Norte

Traz cheiro de terra, de flor e de chão

Aqui, a saudade é um sopro mais forte

Que bate no peito e vira canção

Ó, que saudades eu tenho da vida

Dos oito anos que a alma guardou

A infância é pátria jamais esquecida

O porto de onde o meu barco partiu

E nunca mais ancorou

Lisboa é cinza, é frio, é pedra

Enquanto na mata o Sol é de ouro

Aqui a tristeza no peito se enquadra

Lá, o meu canto era o meu tesouro

Queria o abraço da bananeira

O doce balanço de um laranjal

Viver a pureza da vida inteira

Longe do peso da capital

Casimiro, que escreve com tinta de lágrima

E sonha com o brilho de um céu anil

O teu coração é a busca e a margem

Do sentimento de ser Brasil

Ó, que saudades eu tenho da vida

Dos oito anos que a alma guardou

Dos oito anos que a alma guardou

A infância é pátria jamais esquecida

O porto de onde o meu barco partiu

E nunca mais ancorou

Me leva de volta pro Rio das Ostras

Me deixa dormir no teu colo

Sertão, a vida é breve, o verso mostra

Quem ama o seu berço não morre em vão

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